{"id":660,"date":"2020-01-20T13:57:06","date_gmt":"2020-01-20T16:57:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ecoeureka.net\/?p=660"},"modified":"2021-11-10T12:03:01","modified_gmt":"2021-11-10T15:03:01","slug":"como-a-economia-comportamental-pode-contribuir-para-entender-o-fenomeno-das-fake-news-parte-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ecoeureka.net\/en\/textos\/como-a-economia-comportamental-pode-contribuir-para-entender-o-fenomeno-das-fake-news-parte-i\/","title":{"rendered":"Como a Economia Comportamental pode contribuir para entender o fen\u00f4meno das Fake News (parte I)"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-text-align-right\">(Mariana Flores Pinto)<\/p>\n\n\n\n<p>Compreendidas como um ecossistema de informa\u00e7\u00e3o, segundo <a href=\"https:\/\/firstdraftnews.org\/latest\/fake-news-complicated\/\">Wardle (2017)<\/a>, as fake news podem envolver mensagens com o objetivo de entretenimento que acabam enganando algumas pessoas, como not\u00edcias inseridas em um falso contexto, como a manipula\u00e7\u00e3o de texto e imagens e at\u00e9 mesmo como o uso de fontes verdadeiras em informa\u00e7\u00f5es falsas ou como a fabrica\u00e7\u00e3o de conte\u00fado com objetivo de enganar pessoas. <\/p>\n\n\n\n<p>O\ndebate sobre o fen\u00f4meno vem ganhando bastante for\u00e7a, principalmente ap\u00f3s as\nelei\u00e7\u00f5es estadunidenses, em 2016, e o poss\u00edvel impacto das not\u00edcias falsas no\nresultado das urnas. <\/p>\n\n\n\n<p>A\n<strong>estrutura de propaga\u00e7\u00e3o<\/strong> em massa dessas not\u00edcias falsas gira em torno de\ntr\u00eas principais eixos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>O funcionamento das redes sociais;<\/li><li>A queda da confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es e na imprensa;<\/li><li>A polariza\u00e7\u00e3o e o hiperpartidarismo.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Funcionamento das redes sociais<\/h3>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma enorme <strong>discrep\u00e2ncia entre as curtidas e a leitura<\/strong> das not\u00edcias, 59% dos links n\u00e3o s\u00e3o abertos e, portanto, n\u00e3o s\u00e3o lidos. Uma not\u00edcia fabricada com o intuito de enganar utilizando uma manchete em tom alarmante pode ser suficiente para garantir um efeito viral do conte\u00fado (<a href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/news\/the-intersect\/wp\/2016\/06\/16\/six-in-10-of-you-will-share-this-link-without-reading-it-according-to-a-new-and-depressing-study\/\">DEWEY, 2016<\/a>).&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>forma com que os links s\u00e3o compartilhados<\/strong> em redes sociais, como o Facebook, n\u00e3o explicitam a fonte, ou seja, uma not\u00edcia da Washington New Post e de um site desconhecido s\u00e3o apresentadas de forma semelhante para o usu\u00e1rio. Al\u00e9m disso, uma postagem \u00e9 muitas vezes endossada pelo compartilhamento de algu\u00e9m pr\u00f3ximo, fam\u00edlia ou amigos (<a href=\"http:\/\/www.scielo.mec.pt\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S2183-54622018000100012\">CHEN, CONROY E RUBIN, p.158, 2015 apud DELMAZO; VALENTE, 2018<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Outro\nfator relevante \u00e9 o <strong>uso de rob\u00f4s e contas falsas<\/strong> para criar um ambiente\nde espontaneidade ou potencializar conte\u00fados. Pode at\u00e9 produzir uma sensa\u00e7\u00e3o de\nurg\u00eancia em se engajar aos assuntos por estarem em alta nas redes sociais. <\/p>\n\n\n\n<p>E, por fim, <strong>os algoritmos<\/strong> presentes nas redes sociais possibilitam a identifica\u00e7\u00e3o e uso de interesses\/comportamentos para segmenta\u00e7\u00e3o e veicula\u00e7\u00e3o de an\u00fancios que podem ampliar o alcance de fake news personalizadas para determinado p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Queda da confian\u00e7a nas institui\u00e7\u00f5es e na\nimprensa<\/h3>\n\n\n\n<p>No Brasil, o <a href=\"http:\/\/datafolha.folha.uol.com.br\/opiniaopublica\/2019\/07\/1988221-forcas-armadas-tem-maior-grau-de-confianca-entre-instituicoes.shtml\">DataFolha<\/a> identificou a expans\u00e3o da propor\u00e7\u00e3o de pessoas que n\u00e3o confiam na imprensa, de 69% em 2012 para 82% em 2018, ao passo que o pa\u00eds ocupa a segunda posi\u00e7\u00e3o de maior consumo de internet para o uso das redes sociais. Esse contexto confere \u00e0s plataformas um grande peso na formula\u00e7\u00e3o de opini\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A polariza\u00e7\u00e3o e o hiperpartidarismo<\/h3>\n\n\n\n<p>Segundo <a href=\"https:\/\/politica.estadao.com.br\/noticias\/geral,na-web-12-milhoes-difundem-fake-news-politicas,70002004235\">Ortellado<\/a>, em entrevista ao Jornal Estado de S\u00e3o Paulo, o fen\u00f4meno de propaga\u00e7\u00e3o das not\u00edcias falsas s\u00e3o uma combina\u00e7\u00e3o das redes sociais e a polariza\u00e7\u00e3o, 12 milh\u00f5es de pessoas foram identificadas como vetores de informa\u00e7\u00f5es falsas no Facebook pelo monitoramento realizado pelo GPOPAI.<\/p>\n\n\n\n<p>Em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado defendida em 2019 (PPGCI\/UFRJ), <a href=\"http:\/\/ridi.ibict.br\/bitstream\/123456789\/1027\/1\/Fernanda%20de%20Barros%20da%20Silva_Mestrado_2019.pdf\">Silva<\/a> afirma que o vi\u00e9s pol\u00edtico partid\u00e1rio cria uma propens\u00e3o maior em acreditar em uma not\u00edcia que prejudique o outro lado, garantindo ao usu\u00e1rio o compartilhamento de uma not\u00edcia falsa apenas por refor\u00e7ar ou potencializar uma vis\u00e3o pr\u00e9-existente. <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fator Psicol\u00f3gico<\/h3>\n\n\n\n<p>A Economia Comportamental pode contribuir para um maior entendimento do fator psicol\u00f3gico que envolve essa propaga\u00e7\u00e3o. As caracter\u00edsticas presentes nas not\u00edcias e o contexto em que est\u00e3o inseridas, como em um cen\u00e1rio de polariza\u00e7\u00e3o, por exemplo, podem refor\u00e7ar vieses que s\u00e3o inerentes \u00e0 psicologia humana.<\/p>\n\n\n\n<p>A luz da psicologia, a Economia\nComportamental parte da vis\u00e3o de que as pessoas nem sempre analisam todos os\naspectos envolvidos em suas decis\u00f5es, muitas vezes n\u00e3o pesam pr\u00f3s e contra e nem\nolham atentamente inconsist\u00eancias. Elas possuem racionalidade limitada e comumente\nfacilitam suas decis\u00f5es usando regras de bolso, tamb\u00e9m conhecidas como <strong>heur\u00edsticas<\/strong>.\nDaniel Kahneman, pr\u00eamio Nobel de economia em 2002, ressaltou que as decis\u00f5es\nnas quais utilizamos esses atalhos podem produzir resultados indesejados que chamou\nde vi\u00e9s.&nbsp; Essas caracter\u00edsticas da\npsicologia humana podem contribuir para o entendimento do fen\u00f4meno de\npropaga\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas. <\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Heur\u00edstica de Disponibilidade e WYSIAT<\/h3>\n\n\n\n<p>Nossas decis\u00f5es podem ser <strong>influenciadas\npela disponibilidade de informa\u00e7\u00e3o<\/strong> no momento da escolha, pelo n\u00famero de\nocorr\u00eancias ao nosso redor ou da capacidade de lembran\u00e7a e associa\u00e7\u00e3o. Determinadas\ndoen\u00e7as, eventos naturais como terremotos e enchentes e mesmo ganhar na loteria\nparecer\u00e3o mais prov\u00e1veis se conhecemos algu\u00e9m que j\u00e1 passou por essas\nexperi\u00eancias. Quando reduzimos a quantidade de informa\u00e7\u00f5es que levamos em\nconsidera\u00e7\u00e3o para uma decis\u00e3o, restringindo nossa an\u00e1lise \u00e0quelas mais\ndispon\u00edveis em nossa mente, estamos usando a heur\u00edstica da disponibilidade. <\/p>\n\n\n\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de disponibilidade de informa\u00e7\u00e3o pode aumentar de acordo com a frequ\u00eancia com que as not\u00edcias aparecem quando viralizam, o que pode ser um elemento fundamental para a no\u00e7\u00e3o de import\u00e2ncia ou veracidade de determinado fato ou argumento. &nbsp;Ent\u00e3o an\u00fancios ou posts segmentados para o objetivo de alcance do maior n\u00famero de pessoas, combinados com alta frequ\u00eancia de visualiza\u00e7\u00e3o podem influenciar uma massa de pessoas. <\/p>\n\n\n\n<p>Em   seu Best Seller publicado em 2011, Daniel Kahneman afirma que quando colocado   o fator not\u00edcias falsas nesse contexto \u00e9 poss\u00edvel observar um s\u00e9rio problema,   como \u201ca familiaridade n\u00e3o \u00e9 facilmente distingu\u00edvel da verdade\u201d (p. 70). Ou   seja, uma fake news pode passar uma sensa\u00e7\u00e3o de conforto cognitivo apenas   porque a pessoa tem uma no\u00e7\u00e3o de que j\u00e1 ouviu falar daquilo em algum lugar em   algum momento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"151\" height=\"215\" src=\"https:\/\/www.ecoeureka.net\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/TDC1-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-666\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>O livro de Kahneman, traduzido\npara o portugu\u00eas como \u201cR\u00e1pido e Devagar\u201d, ressalta a exist\u00eancia de duas\nmaneiras de pensar, uma r\u00e1pida, com pouco esfor\u00e7o, autom\u00e1tica, chamada Sistema\n1; outra mais lenta, que requer esfor\u00e7o do decisor, chamada Sistema 2. Na maior\nparte do tempo usamos o Sistema 1 e n\u00e3o pensamos muito a respeito das op\u00e7\u00f5es na\ncantina ou restaurante que costumamos ir, fazemos compras nas lojas e\nsupermercados que costumamos fazer e somos fi\u00e9is a marcas de comida, bebida e\nroupas simplesmente pelo costume e porque, dessa forma, n\u00e3o precisamos pensar\nmuito a respeito e podemos decidir de maneira r\u00e1pida e f\u00e1cil. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo livro, Kahneman cunhou\na sigla WYSIATI que \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o, em ingl\u00eas, da frase \u201cO que voc\u00ea v\u00ea \u00e9 tudo que\nh\u00e1\u201d que refor\u00e7a a tend\u00eancia do ser humano em extrair conclus\u00f5es parciais de\ncen\u00e1rios complexos. Essa propens\u00e3o pode, no entanto, produzir vieses ao conduzir\no Sistema 2 a endossar hist\u00f3rias que o Sistema 1 criou para entender e\nrelacionar as informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis naquele momento. Tudo isso, sem,\nnecessariamente, considerar a qualidade das informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para exemplificar, ser\u00e1 tratado das not\u00edcias mais combatidas pelo <a href=\"http:\/\/www.saude.gov.br\/fakenews\">Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/a>. No primeiro caso, o alerta foi emitido pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) manifestando preocupa\u00e7\u00e3o com o potencial mal\u00e9fico que essas mensagens podem trazer e com a comunica\u00e7\u00e3o de grandes ve\u00edculos sobre m\u00e9todos alternativos para tratamento, sem cuidado com sele\u00e7\u00e3o de fontes de base cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ecoeureka.net\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/TDC1-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-661\" width=\"394\" height=\"394\" srcset=\"https:\/\/www.ecoeureka.net\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/TDC1-2.jpg 690w, https:\/\/www.ecoeureka.net\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/TDC1-2-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ecoeureka.net\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/TDC1-2-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ecoeureka.net\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/TDC1-2-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 394px) 100vw, 394px\" \/><figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.saude.gov.br\/fakenews\">Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/a>.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O segundo caso est\u00e1 entre\nas fakes news mais combatidas pelo Canal Sa\u00fade sem fake news, do Minist\u00e9rio da\nSa\u00fade, informa\u00e7\u00f5es falsas sobre as vacinas t\u00eam preocupado bastante as\ninstitui\u00e7\u00f5es, visto a queda de cobertura das vacinas que j\u00e1 haviam sido\nerradicadas no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio explica que\nessa fake news foi proveniente de um estudo apresentado em 1998 sobre uma\nposs\u00edvel rela\u00e7\u00e3o de algumas doen\u00e7as com o autismo, no entanto, posteriormente\nesse trabalho foi retirado da revista publicada por ser considerado falho.\nRetomando tamb\u00e9m que \u201cfake news\u201d \u00e9 um termo gen\u00e9rico para descrever todo um fen\u00f4meno\nde desinforma\u00e7\u00e3o. Considerando as categorias de desinforma\u00e7\u00e3o, essa not\u00edcia em\nsi poderia ser classificada como fora de contexto e manipulada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ecoeureka.net\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/TDC1-3.jpg\" alt=\"Uma imagem contendo captura de tela, mantendoDescri\u00e7\u00e3o gerada automaticamente\" class=\"wp-image-662\" width=\"395\" height=\"395\" srcset=\"https:\/\/www.ecoeureka.net\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/TDC1-3.jpg 718w, https:\/\/www.ecoeureka.net\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/TDC1-3-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ecoeureka.net\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/TDC1-3-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ecoeureka.net\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/TDC1-3-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 395px) 100vw, 395px\" \/><figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.saude.gov.br\/fakenews\">Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/a>.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ambas podem ser exemplo de\nque, com o efeito de propaga\u00e7\u00e3o em massa e, principalmente no segundo caso,\nsomada com a mensagem \u201cos Governos sabem\u201d, conferindo um tom alarmante, pode\ncontribuir para sustenta\u00e7\u00e3o do efeito viral das not\u00edcias falsas e um vi\u00e9s\nproveniente da heur\u00edstica de disponibilidade. Caso surjam outras fake news\nsobre o mesmo assunto, as pessoas que j\u00e1 tiveram acesso a essas duas refor\u00e7ar\u00e3o\nseu pensamento de que ambas s\u00e3o reais e verdadeiras porque j\u00e1 estar\u00e3o\nfamiliarizadas com o tema alarmante, o que elas ver\u00e3o \u00e9 tudo lhes parece estar\ndispon\u00edvel naquele momento (WYSIATI). Garantindo um ciclo vicioso de\ncompartilhamento e propaga\u00e7\u00e3o de not\u00edcias com o mesmo conte\u00fado.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel\nverificar o WYSIATI na manchete sensacionalista inclusive, pode levar a\nsensa\u00e7\u00e3o de \u201cj\u00e1 vi isso\u201d e \u201cparece-me conhecida essa informa\u00e7\u00e3o\u201d e a percep\u00e7\u00e3o\nde a informa\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 conhecida da pessoa que a faz propagar um conte\u00fado falso.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambas not\u00edcias apresentam algumas sugest\u00f5es de que as not\u00edcias s\u00e3o falsas, como falta de recursos para aprofundamento de fontes, apelo para personalidades famosas ou institui\u00e7\u00f5es e erros gramaticais, e no \u00faltimo caso, apresentar um tom alarmante. Mas isso \u00e9 tema para outro texto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-very-light-gray-background-color has-background\">Texto baseado na Monografia de Curso de Gradua\u00e7\u00e3o \u201cFake News: uma an\u00e1lise sob o foco da Economia Comportamental\u201d, defendida em 2019.  Da monografia resultou um artigo publicado na <a href=\"https:\/\/periodicos.ufsm.br\/eed\/article\/view\/49203\">Revista Economia e Desenvolvimento<\/a> da UFSM. <\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Mariana Flores Pinto) Compreendidas como um ecossistema de informa\u00e7\u00e3o, segundo Wardle (2017), as fake news podem envolver mensagens com o objetivo de entretenimento que acabam enganando algumas pessoas, como not\u00edcias inseridas em um falso contexto, como a manipula\u00e7\u00e3o de texto e imagens e at\u00e9 mesmo como o uso de fontes verdadeiras em informa\u00e7\u00f5es falsas ou &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www.ecoeureka.net\/en\/textos\/como-a-economia-comportamental-pode-contribuir-para-entender-o-fenomeno-das-fake-news-parte-i\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Como a Economia Comportamental pode contribuir para entender o fen\u00f4meno das Fake News (parte I)&#8221;<\/span><\/a><\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-660","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-textos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ecoeureka.net\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/660","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ecoeureka.net\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ecoeureka.net\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecoeureka.net\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecoeureka.net\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=660"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ecoeureka.net\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/660\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ecoeureka.net\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=660"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecoeureka.net\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=660"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ecoeureka.net\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=660"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}